Quando baixei o primeiro álbum do Coldplay - Parachutes - essa musica veio no lugar da faixa 7, que seria a música que da nome ao álbum! Eu gostei da musica, mas não sei quem canta e nem o nome original! Alguém ai pode me ajudar?

Lost’

As vezes as pessoas sorriem quando na verdade querem chorar.. Choram quando querem sorrir… Eu me pergunto por que é tão difícil demonstrar o que sentimos de verdade? 

Talvez seja porque esperamos que alguém que realmente queira saber pergunte. Não querendo forçar a todo mundo o que sentimos sem motivos! 

O problema acontece quando ninguém se preocupa. Quando você se vê isolado sem ninguém pra estender a mão. O buraco vai ficando escuro e você esta sozinho sem ninguém pra te dizer que vai ficar tudo bem.

Se sentir perdido e sozinho, com emoções reprimidas e sentimentos escondidos é tão comum, mas também tão triste…

Queria não me sentir assim nunca mais… Mas as vezes é como se me empurrassem na beira do abismo…

Tenshi: Capitulo 2

Meu despertador me acordou as 7:30 da manhã, minha cabeça estava rodando. Eu estava em meu quarto com meus pijamas.

                - Será que era um sonho?

                Eu estava suada e tonta, devagar me levantei e fui ao banheiro.

                - Estou atrasada.

                Na minha cabeça, as imagens se repetiam. Era tão real. Não poderia ter sido um sonho! Mas se não fosse, eu estaria morta! A dor! Aquela dor era tão forte! O gosto de sangue na minha boca ainda estava lá.

                A água do chuveiro caia enquanto eu desembaraçava os nós do meu cabelo comprido e volumoso. O cheiro doce de pêssegos dos meus cremes preenchia todo o banheiro que estava envolto em fumaça.

                Eu sai do banho decidida que havia sido um sonho. Um sonho realista. Somente isso!

                Me enrolei na toalha e sai do banheiro.

                - Tenshi!

                - An?

                Seus olhos escarlate me encaravam de forma confusa. Eu não consegui dizer mais nada. Ele estava sem o casaco e estava descalço, foi quando via bandeja em suas mãos, olhei confusa pra ela.

                - Ah, isso? É seu café-da-manhã. Onde posso por?

                - Em cima da bancada.

                Minha voz saiu tremula e rápida.

                Ele pôs a bandeja e saiu do meu quarto fechando a porta atrás de si. Eu tranquei a porta logo atrás. E então gritei, gritei com todas as minhas forças e com todo o ar em meus pulmões.

                Alguns segundos depois eu ouvi a voz de sino da garota da noite anterior.

                - O que aconteceu Tenchi? O que você fez com ela? Não pode só levar o café-da-manhã sem arrancar gritos dela?

                - Eu não fiz nada! Só deixei a bandeja lá e sai.

                Eu pude ouvir os passos pesados dele descendo as escadas. Logo em seguida a boneca bateu na porta do meu quarto.

                - Sakura-chan? Você esta bem? O que aquele bruto lhe fez? Deixe-me entrar!

                Eu levantei devagar e destranquei a porta. Nem lembrava que ainda estava só de toalha até que os olhos azuis da boneca me virão. Ela se virou brava, como se tivesse entendido a situação.

                - Tenchi!!! Seu bastardo! Volte aqui e se desculpe!!

                Com a possibilidade dele me ver de toalha de novo eu entrei em meu closet correndo e vesti meu uniforme.

                Alguns minutos depois sai e vi a boneca sentada em minha cama me olhando com seus olhos cor de céu.

                - Desculpe pelo Tenchi! Ele é um sem educação bruto e sem coração!

                - Tenshi?

                Afinal ele era um anjo.

                - Não! Não Tenshi de anjo, mas Tenchi, com os kanjis chineses de Céu e Terra.

                -Ah! Entendo..

                Ficamos um tempo sem falar nada. Eu estava confusa com tudo aquilo Quem eram aquelas pessoas invadindo minha casa? Minha vida estava confusão. E o pior, se era tudo verdade, como eu sai sem nenhum arranhão sendo que na noite anterior eu estava cuspindo sangue?!

                - Coma! Eu seco seu cabelo. A gente precisa conversar.

                Eu olhei confusa pra ela. Eu pude sentir as lágrimas em meus olhos. Ela me abraçou com olhos compreensíveis. Ela era macia. Com um cheiro doce. Aconchegante. Depois de chorar silenciosamente eu sentei na minha cama e comi meu café-da-manhã. Torradas, suco de pêssegos do jardim da mamãe e bolo de ameixas. Estava uma delicia.

                Enquanto isso a boneca arrumava meu cabelo. Suas mãos se movimentavam rápido, mas não me machucaram nenhuma vez. Quando ela terminou me trouxe o espelho. Ela havia feito uma trança embutida de lado, ficou bem com os fios grossos do meu cabelo.

                - Não posso dizer muita coisa agora, afinal você tem aula e esta atrasada. Mas o que posso dizer é que estamos aqui pra proteger você, proteger você de lixos como o homem que te machucou ontem. Quando voltar da escola eu vou te explicar o que houve ontem. Mas por agora não precisa se preocupar, não vamos te machucar.

                “Pode me chamar de Ning-chan! E o emburrado la em baixo é o Tenchi, como você já sabe!”

                Ainda tinha muita coisa na minha cabeça, mas como ela me lembrou, eu tinha aula, e estava realmente atrasada. Desci correndo e arrumei os livros na minha bicicleta quando vi o tenshi parado encostado em uma moto, e adivinha a cor? Vermelha. Por que tudo nele era vermelho?Eu desviei meu olhar e comecei a arrastar a minha bicicleta quando percebi que ele estava usando o uniforme da minha escola.

                - O que? …

                Ele olhou pra baixo, para seu uniforme e depois olhou pra mim.

                - Nós estamos na mesma sala na escola, você não me viu ontem?

                Eu balancei a cabeça que não sem dizer uma palavra. O que ele estava dizendo? Como eu não reparei em alguém tão chamativo?

                - É brincadeira, eu não pude ir ontem, estava rastreando aquele imbecil de ontem. Mas estamos na mesma sala. Guarda esse treco que você chama de bicicleta, eu te levo de moto.

                Eu fiquei embasbacada e paralisada segurando minha bicicleta roxinha, ele se desfez dela com palavras tão frias! Ela foi um presente dos meus pais!

                -Eu não..

                - É meu dever te proteger, então vamos juntos, não é porque eu quero que faço isso!

                Por que eu não consigo completar uma frase sequer? Faz tanto tempo assim que não socializo que esqueci de como falar com as pessoas?

                - Eu não quero! Você chama muita atenção!

                Ele olhou com um olhar sínico no rosto. Como se eu tivesse xingado as três irmãs, a vó e a mãe dele com o pior palavrão.

                - Oque você disse sua baixinha patética?

                Não quis ofender! Mas as pessoas já me evitam sem motivo, se eu aparecer na escola com você e seu cabelo, olhos e moto vermelhos ai todo mundo vai mais que me ignorar por ser a rica esquisita!

                Ele se virou de costas pra mim, com expressão de quem entendeu a matéria mais difícil do mundo!

                - As pessoas não te ignoram por você ser esquisita. Mas isso a Ning-sama vai explicar depois da aula. Só pega a mochila e sobe na moto! E sobre os olhos, só você pode ver! Toma seu capacete.

                Ele me passou um capacete preto fumê igual ao dele, eu peguei minha bolsa e pus nas costas, guardei a bicicletinha que ele ofendeu mais cedo pedindo perdão a memória de meus pais e subi hesitante na moto.

                Eu estava paralisada de medo quando desci da moto do tenshi na porta da escola. Meus pelos do corpo todo estavam em pé. Ele corria feito um louco! Minha pele estava tão pálida quanto a dele. Eu fiquei parada enquanto ele estacionava a moto no mesmo lugar que desci da moto. Minha respiração estava agitada e eu suava frio.

                - O que houve? Ainda esta mal de ontem? Quer voltar pra casa?

                Quando eu o encarei, ele tinha a expressão tranquila. Suas palavras eram frias e sem preocupação real sobre mim. De repente eu me senti quente. Eu estava brava. Meus dentes trincaram quanto eu dei tapa no ombro dele que machucou minha mão, mas não pareceu fazer nem cocegas nele.

                - Você é maluco?! Onde você tirou a carteira? Num hospício?! Eu nunca mais subo naquela moto!

                Ele se abaixou pra mim e foi até meu ouvido com uma voz suave e grave.

                - Se você não queria chamar atenção, você acabou de falhar, a escola toda esta olhando pra você!

                Quando ele levantou ele começou a rir e tirou meu capacete ele mesmo. Meu rosto ficou vermelho de novo, dessa vez a timidez misturada com a raiva.

                - Hum… Você vermelha desse jeito fica um pouco mais apresentável. Eu gosto de vermelho.

                Eu não acreditava naquele ser irônico! Como ele ousava? Eu tentei ignorar as pessoas me olhando e segui ele até dentro da escola. Eu fui logo atrás dele pra sala de aula. Todos nos olhavam com curiosidade. Eu podia ouvir as fofocas rolando atrás de nós. Eu podia ver as garotas dizendo que “eu tinha coragem, mesmo depois da morte dos meus pais que eram tão bons, encontrar um punk pra viver comigo” e que “minha carinha de santa nunca enganou ninguém”.

                Meu coração doía, eu sei que era fraca, ninguém precisava me dizer. Eu levava sim aquilo em consideração. Levante minha bolsa até meu peito e apertei com força. A vontade de chorar era visível. Foi quando o tenshi parou de repente, me fazendo esbarrar nele.

                - Tenchi- san?

                - Olha pra cima quando anda desastrada!

                Ele se virou falando alto comigo. Todos ao redor pararam para ver a cena. Pronto. Esse ano vai ser perfeito! Já passei minha cota de atenção do ensino médio inteiro em apenas 10 minutos. Quando ele percebeu meus olhos passeando pelos rostos ao redor de nós quase chorando sua expressão irritada mudou.

                - Ei, qual é nossa sala mesmo? Eu não me lembro bem.

                - Sala 18.

                - Ok! Vem cá! Vamos logo, daqui a pouco o sinal toca. Me da sua bolsa, eu levo.

                Ele pegou minha bolsa e pôs no ombro, com minhas mãos livres ele pegou uma e me arrastou em frente.

                - Não!

                Eu tentei puxar minha mão, mas ele só soltou quando estávamos na sala de aula. Ele perguntou onde era minha mesa, mas não precisei responder. Todas as mesas já estavam ocupadas, menos as mesas da ultima fileira da janela. Ele pousou a minha bolsa na mesa e me indicou pra sentar, se sentando ao meu lado. Eu o encarei tentando entender quem era de verdade aquele anjo sentado ao meu lado.

                - O que foi? Todos pensam que somos um casalzinho mesmo! Não precisa ter pudor “meu amorzinho”!

                - Você é um idiota! Um do pior tipo!

                - Só quero que você perceba, que não importa o que você faça, as pessoas la fora vão tirar sempre conclusões erradas. Não adianta se preocupar. Muito menos chorar por isso! Você é uma pessoa interessante, apesar de eu te odiar profundamente! Mas, enquanto você continuar se preocupando com isso, ninguém vai ver quem você é de verdade! É o que eu penso.

                Ele disse isso sem olhar pra mim, a não ser na parte em que disse que me odiava. Por que ele me odiava?

                Enfim, o ano começou de forma turva. Eu não entendia nada. Eu queria respostas. Mas no momento tudo que eu sabia é que ano seria tenebroso. Olhando ao lado de fora da janela podia ver a quadra aberta da escola. As folhas de sakura eram jogadas pelo vento para todos os lados. Perdida em meus pensamentos, varri a imagem rapidamente com meus olhos, sem perceber passei rapidamente pela visão de uma garotinha de cabelos cor de sakura, seus cabelos corriam como as flores da primavera, ela me olhava com um sorriso doce no rosto pálido.

                Takamura-sensei entrou na sala, eu olhei pra frente por impulso, mas quando voltei a janela, a garotinha não estava mais lá. Outro sonho? Não sei. Se soubesse teria buscado uma resposta melhor, teria feito a escolhesse certa naquela primavera!

Tenshi é a palavra usada para ANJO em japonês.

Agridoce com Pitty - Ouvi hoje pela primeira vez! Podem me matar por ser tão atrasada! Mas a musica é muito boa! Deliciosa de se ouvir! Pitty arrasou! xD

Capitulo I

 

                Na primavera de 1997 um casal japonês recém casado visitava o Rio de Janeiro em Lua de Mel. Passeando uma das lindas praias a nova Senhora Satsuki encontrou na beira da praia uma criança quase morta, que parecia ter em media de 3 anos e tinha sido trazida pelas ondas do mar.

                Correndo com a criança nos braços avisou seu marido, e juntos levaram a criança a um hospital. A criança sem registro ou sem família, que nunca foi procurada por ninguém, logo recebeu o apelido de Sakura do casal que se apegou a ela.

                Depois de um mês sem que ninguém procurasse a garota, o vasal voltou ao Japão com uma filha adotiva, Satsuki Sakura.

                Eles a criaram com carinho, sendo aceita pela família de ambos, já que a Senhora Satsuki não podia ter filhos, e assim não teria herdeiros para uma das famílias mais respeitadas da cidade.

                Infelizmente aos 15 anos, em seu primeiro ano do colegial a família sofreu um acidente de carro, matando o casal, e deixando a menina hospitalizada.

                Minha história começa aqui, na primavera de 2010, quando estava sonha na mansão Satsuki. Os empregados se foram, e tudo q eu tinha era uma equipe de limpeza duas vezes por semana e o jardineiro como companhia.

                Na escola eu nunca tive amigos, eu sempre fui a garota rica esquisita. Meu segundo ano estava começando. Meu primeiro dia como segundo anista começou como qualquer outro dia, solitário. Mas terminou de forma extravagante.

                Eu levantei as 6:30 da manhã, tomei um café e comi duas maçãs. Arrumei meus livros e fui de bicicleta até a única escola da cidade. O primeiro dia foram as apresentações, as regras da escola foram ditas, o calendário foi entregue, o conselho apresentado, assim como os professores. Meu lugar na sala de aula foi definido, eu sentaria na ultima carteira ao lado da janela, sozinha, já que p numero de alunos era impar.

                Depois a aula eu fui até a biblioteca, meu lugar favorito na escola. Peguei minha mesa isolada. E sem falar com ninguém, o dia todo se foi. Quando olhei no relógio já iam dar 6hrs da tarde, a biblioteca estava fechando, e eu estava atrasada. Não como se eu tivesse alguém me esperando, mas, estava anoitecendo, e eu nunc agostei da noite.

                Eu desci correndo as escadas, troquei meus sapatos e peguei minha bicicleta. Eu pedalei pra casa com pressa, estava com um mal pressentimento. A lua estava escondida atrás de nuvens, parecia que iria chover.

                Quando estava chegando em casa, vi uma luz forte, um clarão que se dirigia a minha casa em uma velocidade razoável, não tão rápido como uma estrela cadente ou meteoro, mas mais rápido q uma aeronave comum poderia.

                A chuva começou a cair e eu fui mais rápido ainda. A chuva era forte, eu mal conseguia ver o caminho a frente. Quando cheguei, abri o portão com pressa, havia uma luz forte no jardim de trás da casa. Eu joguei a bicicleta e os livros na varanda, protegidos da chuva e corri dando a volta na mansão.

                A primeira coisa que vi me petrificou. Haviam dois homens lutando, mas não era só isso. Um deles, era alto de cabelos curtos e negros. Sua pele era branca, muito branca, e suas roupas eram tão escuras quanto seus olhos.

                Quando me viu, seu olhar mudou de louco, para assassino. Ele me mostrou um sorriso assustador que me fez desviar o olhar para o outro homem.

                Foi quando eu o vi pela primeira vez. Ele olhou confuso em minha direção, me notando tardiamente. Aqueles poucos segundos para mim pareceram eternos. Seus olhos refletiam a luz da lua em um tom escarlate surpreendente. Seus cabelos também tinham a mesma tonalidade. Ele usava roupas comuns, uma camisa branca com os três primeiros botões abertos, uma calça preta a qual o tecido não consegui distinguir. Mas o que mais me chamou atenção nele e no outro homem, não era suas peles pálidas ou olhos de cores diferentes eram as assas. As do primeiro homem eram negras como a noite. E as do segundo, também escarlate.

                Anjo.. – foi a única palavra que consegui dizer.

                Nesse meu momento frenesi, eu não pude ver o primeiro homem se movendo em minha direção. Ele era rápido, e forte. Com apenas um movimento me lançou alguns metros no ar, me fazendo bater no meio de uma arvore com muita, muita força mesmo.

                Minha visão voltou ao meu anjo de assas escarlate. Foi quando vi uma terceira pessoa entrar em cena, lindos olhos azuis, cabelo prateado, mas não haviam asas. Apenas linda, linda como uma boneca de porcelana, parecia tão frágil. Mas sua fragilidade era somente aparência.

                Com um sorrisinho no rosto, ela se direcionou ao primeiro anjo e o pegou pelo braço lançando-o mais longe do que minha vista embaçada podia ver. Ela se virou pra mim.

                - Leve ela pra dentro, eu volto assim que tirar esse lixo daqui.

                Eu ouvi sua voz doce como sino dizer, mas não vi mais nada. Meus olhos se fecharam. Meus lábios tossiam sangue, minha cabeça pressionava de dor. Eu estava morrendo.

 

Introdução

                Se me perguntarem o que eu lembro daquela primavera, responderei que todas as memórias estão aqui, como se tudo ainda estivesse acontecendo.

                Meu passado surge vivo em frente aos meus olhos, mas não é algo que eu queira afastar, pra falar a verdade, eu saboreio cada lembrança como uma criança saboreia sua ultima bala.

                Eu tive uma chance, mas por não entender isso deixei a melhor coisa da minha vida ir. O que você faria no meu lugar? Você arriscaria pela beira da loucura, ou escolheria sua sanidade como eu fiz?

                Se eu tivesse uma nova chance, eu escolheria a loucura!


 

Noticias: YUME ESTA EM PAUSA!

    Bom, ultimamente além de não ter tido muito tempo para escrever, perdi a criatividade para continuar com YUME =/

    Como resultado, me vieram muitas ideias para outras histórias *—*

    Porém, escrever não é fácil! As idéias só vem quando não posso escrever, e ai quando vou para o pc ou pego uma folha de papel, a ideia já se foi :(

    Vou continuar postando algumas ideias, assim que elas vierem xD

Te mais ^.-

Noticias: Yume

Bom dia meus queridos amigos! Estou aqui pra avisar que os capítulos 3,4 e 5 já estão prontos, só falta digitar e revisar os erros.

Também gostaria de avisar que houveram mudanças, principalmente nos nomes dos nossos heróis. Vou estar editando os post’s anteriores jájá! 

Até o final do dia teremos os próximos 3 capítulos publicados. Jah-nah! 

Capitulo 2: O Porque de cada um

                -“Sugoi”[1]!!! Esse é o Japão?

                -Se acalme Débora, ainda estamos no aeroporto!

                - Eu sei Jéssy! Não se importa se eu te chamar assim né? Enfim, é meu sonho! E agora se tornou realidade!

                -Tudo bem Débora! Vamos pegar as malas, e depois que você por os pés La fora, você vai poder gritar “Sugoi”, porque vamos estar realmente no Japão ta?

                -Ta bom, sua estraga prazeres! Ah! E quem o gatinho ao do seu lado? Vocês se conhecem?

                -“Neko”[2]?

                Débora e Jéssica riram da expressão confusa de Ryusaki quando foi comparado a um gato.

                -Bem, Ryusaki-kun, no Brasil, quando achamos alguém bonito, dizemos que ele é um gato, seria o mesmo que te chamar de kawaii, não é Debora?

                -Uhum!

                -E Débora, esse é Akira Ryusaki, ele..

                -Tudo bem Jéssica-chan! Eu vou me apresentar formalmente quando encontrarmos os outros, por agora, Débora-sama, sou só mais um colega de classe!

                -Tudo bem… Você quem sabe Ryusaki-kun! Vamos pegar as malas?

****************************************************************************

                Os três jovens seguiram até a saída, onde encontraram um ônibus com uma placa em inglês: “Studs Yaksha, by here, plis!”. Eles foram na direção do ônibus. Chegando lá encontraram mais alguns estudantes já acomodados em suas poltronas. Os três guardaram a bagagem no porta malas com a ajuda do motorista e então entraram no ônibus.

Jéssica escolheu o primeiro conjunto de poltronas, mas Ryusaki puxou seu braço delicadamente para o fundo do ônibus.

                -Se importa de sentar comigo novamente?

                -A-ah… Não, claro que não!

                Ryusaki sorriu alegremente, dando espaço para que ela sentasse na poltrona da janela. Logo atrás veio Débora, sentando na cadeira da frente. Ryusaki foi até o motorista discutir a hora da saída do ônibus

                -Nossa! Parece que o bonitão gostou de você!

                Jéssica olhou pra cima e viu Débora apoiada na poltrona da frente a encarando com um sorriso curioso e animado.

                -Não é isso sua boba, ele só esta sendo gentil!

                -Ele não me engana, esse jeito educadinho! Ele quer alguma coisa! Vê se fica esperta ta? Seja uma garota difícil!

                Jéssica encarou sarcasticamente Débora que escondeu o riso, já que Ryusaki estava de volta.

                -Vamos sair logo, só resta uma pessoa chegar.

                -Ok!

                -Ok!

                Débora e Jéssica disseram juntas, um pouco nervosas, tentando disfarçar o assunto anterior. Ryusaki fez uma expressão confusa, mas ignorou. Alguns minutos depois, o ônibus saiu.

                Ryusaki foi até a frente do ônibus:

                -“Minna-sama[3]! Muito prazer! Meu nome é Akira Ryuzaki! Sou sobrinho de Inuke Raito, o dono da empresa Yuksha, e cabeça por trás deste projeto. Estamos agora indo para o Instituto Yaksha de Estudos de Engenharia, será onde vocês trabalharão, estudarão e viverão pelos próximos 6 anos de estudos e mais 4 anos de trabalho na empresa!

                “Eu estarei explicando melhor o projeto na semana que vem, depois que estiverem acomodados e as aulas comecem. Por agora, responderei as perguntas referentes ao Instituto e sobre a estadia de todos. Ah! E eu também serei um estudante do Instituto, assim como vocês!

                “Alguma pergunta? Não? Tudo bem, estarei no fundo do ônibus se precisarem, vou entregar para vocês o manual de regras do Instituto. Duvidas, só me perguntar!”

                Depois do trabalho feito Ryusaki se sentou ao lado de Jéssica, entregando a ela por ultimo seu manual. Percebendo que tanto ela como Débora-sama estavam distraídas olhando pelas janelas, vidradas e animadas com tudo que viam ele  sorriu e admirou o rosto queimado levemente pelo sol forte Brasileiro.

                -Vocês realmente gostam daqui não é?

                -É claro! Estar aqui era meu sonho!

                -É claro! Estar aqui era meu sonho!

                Débora se apoiou novamente na poltrona, olhando para Jéssica assustada, já que as duas disseram as mesmas palavras juntas. Ryusaki, pegou seu notebook da mochila e o abriu, deixando em cima de seu colo. Começou a buscar alguma coisa no computador.

                -Mas, por que vocês gostam tanto desse lugar? É só um pais como qualquer outro! Pra falar a verdade o Brasil é muito mais bonito! Tive tempo só de visitar as praias e o campo paulistas, mas devo dizer que nunca vi nada tão lindo!

                As garotas olharam para Ryusaki que encarava-as de volta, revezando entre o olhar de cada uma.

                -É pela história…

                -Pela cultura…

                -Pela atmosfera, é como se você vivesse em uma época diferente!

                -O Japão é a Terra do Sol nascente! O lugar onde tudo pode acontecer!

                As garotas revezaram as respostas, sendo que a ultima foi de Jéssica. As respostas deixaram Ryusaki curioso, e um tanto confuso.

                -Como assim Jéssica-chan? Tudo pode acontecer?

                -Uhum! Aqui vampiros são reais, shinigamis, yokais, deuses, anjos e demônios! Aqui no Japão, todos seus sonhos são possíveis!

                Os olhos de Jéssica brilhavam enquanto ela falava, e virava seu rosto novamente para a janela.

                -Fico honrado por seus sentimentos a respeito de meu pais! A forma de vocês falarem é realmente gratificante! Fico feliz sabendo que essa é visão que o exterior tem a nosso respeito!

                As garotas sorriram para Ryusaki que sorriu de volta, e depois voltaram seus olhares para a janela novamente. Então Ryusaki voltou ao seu trabalho no computador. Minutos depois estavam em seu destino. A Empresa Japonesa Yaksha.

                Seu prédio era grande, um verdadeiro campus de faculdade. O campus estava vazio quando todos desceram do ônibus e pegaram suas malas. Ryusaki foi na frente guiando todos até os dormitórios.

                -Aqui é onde vamos ficar, minna-sama! É uma pequena vila, naquele mural estão os nomes e quartos de cada um, hoje o jantar será servido as 8, são 16 horas agora, um chá será servido aqueles que desejarem as 17:30! Sintam-se a vontade!

                Ryusaki se dirigiu até Jéssica, que estava de olho em suas coisas. Pegou sua mochila, e pediu licensa.

                -Ei, Jessy-chan, ele realmente gosta de você!

                As duas sorriram e foram ver onde cada uma ficaria. Os quartos eram individuais, mas Débora ficaria no quarto ao lado do de Jéssica.

                Ao entrar no cômodo Jéssica notou o quão grande podia ser. Uma cama de casal realmente confortável, um closet separado, um banheiro pequeno, com um chuveiro baixo. Uma mini-geladeira e uma mesa perto de uma pequena pia, separado por um balcão da área do quarto. Jéssica levou as malas até o closet e abriu algumas, procurando uma muda de roupas e sua toalha para tomar um banho antes de poder deitar um pouco.

                Depois da procura encontrou um shorts cinza e uma bata branca bem confortáveis. Pegou sua toalha roxa e se dirigiu ao pequeno banheiro.

                Enquanto tomava banho escutou batidas na porta do quarto. Rapidamente tirou o sabão que tinha no rosto e desligou o chuveiro.

                - Só um minuto!

                Gritou com a porta e saiu correndo banheiro, se secou e se trocou rapidamente. Então foi em direção a porta, quando abriu, Ryusaki estava parado de cabeça baixa com os cabelos lisos e escuros caindo sobre o rosto.

                Quando ele levantou o olhar e viu a garota parada ali ele sorriu. Jéssica ficou um pouco surpresa com a visita. E ficou vermelha quando ele começou a rir.

                -Nani[4]? Daijogu[5]?

                -Nademonai![6] Só acho que seu cabelo esta engraçado, e sua blusa esta pelo avesso!

                Jéssica passou as mãos pelos cabelos bagunçados e olhou pra baixo vendo sua blusa pelo avesso.

                -Entre, espere aqui enquanto eu arrumo isso!

                Ryusaki entrou e seguiu Jéssica até a cama onde ela pediu que ele se sentasse, e depois foi ao banheiro arrumar a blusa. Depois foi até suas malas encontrar um pente para desembaraçar os nós em sua cabeça.

                -Então, Ryusaki-kun, o que desejas?

                Jéssica encarou o garoto reparando em seu olhar pela primeira vez desde que o vira no avião. Seu olhar era penetrante, questionador, e seus olhos eram cobertos de olheiras. Combinando com o cabelo comprido e bagunçado e a pele pálida, Jéssica não pode deixar de compara-lo com o personagem “L” do maga e anime Death Note[7].

                -Me duz Ryusaki, já te chamaram de “L” alguma vez?

                -Já sim, não só pelo físico parecido, mas também pela personalidade. Amo coisas doces!

                -Hum! Interessante! Então já sei que não posso jogar xadrez com você! –Jéssica sorriu, e se sentou na cama, afastada de Ryusaki, - Mas, me diz, aconteceu algo?

                -Bem, não exatamente, só gostaria de saber se esta bem, se esta bem acomodada! E também se falta algo! Por que se você precisar, eu posso providenciar mudanças! Até mesmo lhe colocar em um quarto mais confortável!

                -Relaxa! Eu estou bem Rysaki-kun! Estou ótima!O quarto é maravilhoso1 Muito obrigado!

                -Bem… Se é assim, eu vou deixar você descansar, estarei no quartoem frente, se precisar de alguma coisa. –Ryusaki disse enquanto se levantava e ia em direção a porta.

                -Você também vai ficar aqui? Pensei que ficaria na sua casa!

                -Bem, o internato aqui é obrigatório! E isso me inclui. Bom, estou indo. Desculpe o incomodo!

                Depois que Ryusaki saiu Jéssica se jogou na cama confortável e fechou os olhos.

                “Finalmente estou no Japão! Agora meus sonhos vão começar a acontecer!”

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[1] “Sugoi” expressão japonesa para algo legal, ou incrível.

[2] Neko, paravra japonesa para Gato

[3] Minna, palavra usada para se referir a um grupo de pessoas.

[4] Nani: O que? Como?

[5] Daijogu: Você esta bem? Esta tudo bem? Algo errado?

[6] Nademonai: Nada, nada demais

[7] “L” é um jovem prodígio e melhor detetive do mundo, contrato para descobrir quem é o serial killer Kira, que vem matando muitos bandidos, em uma serie chamada Death Note.