Capitulo VI

Quando eu acordei já era noite. Minha cabeça ainda estava doendo. O que diabos estava acontecendo comigo?!

Eu olhei ao redor, estava no meu quarto, e a boneca estava sentada perto da minha cama.

- Oh, querida! Você acordou! Está se sentindo melhor?

- Eu… Não… Minha cabeça ainda dói…

- Entendo. Tenchi disse que você viu a Lilith hoje. Isso não é bom! Eu vou pegar um remédio pra você.

Ela se virou pra sair do quarto. Mas algo veio pela janela, e a jogou pela porta. Um grito de saiu da minha boca.

As coisas aconteceram tão rápido. A “coisa” que lançou a Ning longe se virou pra mim.

- Olá! Eu sou Oripon! Minha mestra avisou que eu vinha!

Seu sorriso era assustador e enorme. Seus cabelos loiros e bagunçados se jogavam no seu rosto, impedindo-me de ver seus olhos. Ele tinha uma foice na mão e estava todo de preto, assim como suas asas. Ele era a morte!

- Oh! Adivinhou! Eu sou a morte!

- O que? Você-

- Sim! Eu leio mentes. Afinal… Eu sou a morte! HAHAHAHAHA!

Sua risada estridente era nojenta, assim como a sua atitude.

- Agora, vamos! A senhorita Lilith não gosta de esperar!

- Eu não vou a lugar algum!

Minha voz saiu alta como um grito. Eu estava irritada, tão irritada que não conseguia me controlar. Minha cabeça girava. Meu corpo estava ficando quente.

- O que-?

Antes que eu terminasse de falar, Tenchi apareceu no buraco que estava no lugar da minha janela e puxou o ser nojento para fora. O corpo de Oripon foi lançado longe da minha visão.

- Fique aqui! E tome cuidado!

As suas asas batiam com força e seus olhos queimavam como os de uma besta selvagem pronta pra atacar.

Eu não tinha muito o que fazer. Mesmo se eu quisesse sair dali, meu estado físico não permitiria. Eu sentia muita dor.

Eu podia ouvir os sons de explosões e arvores caindo. Anjos brigando fazem uma bagunça! O meu quarto estava caindo aos pedaços, eu pude sentir que aquele cômodo não era mais seguro.

Lentamente eu tentei me levantar. Alguns pedaços do piso começou a ceder perto da parede foi derrubada por Oripon.

- Droga! O que deu em mim?!

Minhas pernas cederam assim que eu me levantei.

- O que eu faço?!

O piso estava cedendo cada vez mais rápido. Eu não tinha muita escolha. Eu iria cair, já que não conseguia me mover. Ning ainda estava caída no corredor, a alguns metros de mim.

- Ning-chan!! Ning-chan!!

Eu gritei, esperando que ela acordasse e me tirasse daquela situação.

Minha cabeça doía. Latejava cada vez mais forte. Eu estava soando frio e não tinha mais força pra continuar chamando a Ning.

- Merda!

Eu ouvi um forte estrondo, eram Tenchi e Oripon se chocando contra a parede de baixo. O piso cedeu de uma vez e eu comecei a cair.

Meus olhos se fecharam, então não vi quando a boneca me puxou pra fora do quarto. Eu ainda não tinha visto. Mas ela também tinha asas. As asas eram brancas e pequenas, elas não se mexiam bem.

Nós duas caímos, as asas de Ning não ajudaram muito, mas amorteceram a queda.

- Você está bem?!

A voz de sino parecia preocupada. Eu não consegui responder.

Estando no andar de baixo, eu pude ver que Oripon estava em vantagem. Quando ele me viu, se direcionou a mim e começou a falar enquanto segurava a garganta de Tenchi com uma das mãos..

- Ei baixinha! Você sabia que seus pais foram assassinados?!

Eu sabia disso. Samuel havia comentado comigo e Tenshi no dia anterior. Minha cabeça latejava.

- Você sabe quem foi que matou seus papais adotivos? Quer saber? Quer?

Aquele idiota me irritava! Na minha cabeça eu tive a imagem dos meus pais sendo mortos por ele.

“Será que aquele maldito matou meus pais?!”

O pensamento me fez enlouquecer de raiva. Meu sangue que estava correndo quente, agora parecia lava derretendo meus ossos e querendo sair pela minha cabeça, igual a um vulcão.

- Não, não! Não fui eu bonitinha! Foi esse cara aqui! O vermelhinho fritou seus pais com a chama vermelha dele! Seus pais gritaram enquanto eram cozidos naquele carro! HAHAHAHA!

Por um instante eu olhei pro Anjo da Morte e senti nojo de sua mentira deslava. Enchi nunca faria isso, mesmo odiando os humanos, ele não faria isso. Mas então. Eu olhei pro tenshi escarlate. Seus olhos brilhavam como os de um assassino. E seu sorriso era enorme.

- Bom, Ning-chan, parece que não precisamos mais mentir! Eu já estava cansado dessa brincadeira de babá mesmo!

Sua voz estava rouca. Oripon apertou mais ainda sua garganta. Mas ele segurou o braço de Oripon e além de se soltar lançou o outro anjo longe.

- Cansei de me fazer de fraco.

- Ora! Tenchi! Você não tinha permissão pra fazer isso! Eu estava me divertindo brincando de boneca!

“Boneca?”

Minha cabeça queimou. Eu não podia mais segurar. Tudo que fiz foi deixar a dor me dominar e gritar com ela.

Eu senti algo fluir nas minhas veias. Meus poderes? Sim, eu estava despertando como uma Nefilin. Meu lado anjo estava dominando meu lado humano. Por isso as dores.

Eu olhei para minhas mãos, elas estavam embaçadas assim como a minha vista. Mas eu me sentia forte. Sem pensar, eu soquei a pequena boneca, jogando ela longe. Então me virei pro meu anjo escarlate, que me olhei incrédulo.

- Merda! – Ele soltou uma palavra antes que eu chegasse nele.

Tenchi desviou do meu soco lento. Pegou minha mão e me lançou longe.

Eu aterrissei delicadamente. Minhas costas doíam muito. Tinha algo crescendo, asas? Eu toquei um dos pontos de dor. Haviam nervos e músculos saindo do meu corpo. Eram asas!

Eu estava com raiva, então explodi, gritei, tentando gerar mais energia. Enfrentar Tenchi não seria fácil.

Eu corri na direção dele. Meu punho dessa vez acertou seu rosto com força. Como eu corri tão rápido? Nós tínhamos uns 50 metros de distância um do outro! Ser anjo parecia ser divertido.

Quando eu comecei a me divertir com aquilo, senti minha força indo embora. Meu corpo ficou fraco de novo. As asas se contraíram de volta. Minhas pernas cambalearam e eu cai sentada no chão.

Ning-chan apareceu na minha frente de repente. Acho que eu não era a única a ser rápida.

- Bem, acho que a brincadeira acabou. É hora das crianças irem dormir!

Seu olhar me deu calafrios. Ela estava realmente brava.

Capitulo V

Naquela manhã, eu levantei cedo, Ning-chan e Tenchi ainda estavam em seus quartos.

Minha cabeça estava latejando, então resolvi ir fazer uma caminhada despois de comer cereal com banana e maça.

Eu não precisava sair de casa para ter um bom espaço de caminhada, o espaço da mansão era bem grande. O sol já estava bem quente, e eram apenas oito da manhã quando eu voltei a casa.

Ning-chan estava na cozinha conversando com o mal encarado. Eu dei um bom dia com a voz fraca. Minha cabeça ainda estava pesada. Mas como a circulação de sangue aumentou com a caminhada, estava doendo um pouco menos.

- Ohayo!

- Oh! Ohayo Sakura-chan! Você já comeu? Levantou tão cedo hoje!

- Sim, já comi. Vou me trocar pra ir pra escola.

Eu não conseguia manter meus olhos na pequena boneca. Ela me assustava. Igual aquelas bonecas em tamanho real que ficam te encarando a noite, quando você tenta dormir.

Eu me troquei rápido. Não esperei Tenchi descer, já fui direto até minha bicicleta e sai de casa. Eu precisava de um tempo sozinha. Eu não queria aquele anjo escarlate na minha cabeça, ela estava uma loucura só comigo!

A primeira aula era de matemática, mas depois de alguns minutos ouvindo o Takada-sensei falando, eu pedi permissão para ir a enfermaria, tomei um remédio para a dor e deitei em uma das camas. Quando eu acordei, as aulas já tinham acabado.

Eu fui até a sala pegar minha mochila, mas quando entrei, me arrependi.

- Oi! Sak-chan! Lembra de mim?

A pequena menina do meu sonho estava sentada na minha mesa. Seus pés balançavam, ela era meiga, com cabelos longos e dançantes. Mas sua aura, era assustadora. Eu tremi. Senti que precisava correr. Sair dali antes que ela se levanta-se. Mas eu não pude. Meu corpo ficou parado ali. Desobedecendo meu cérebro.

- O-O que você é?

Minha voz saiu fraca e nude.

- Eu quero você. Você não sabe o potencial que tem! – Seu rosto se virou pra mim, seus olhos encontraram os meus. – Você não quer ir até minha casa para brincar comigo?

- Eu… Eu acho melhor não…

Resposta errada. Ela se levantou e veio até mim. Tocou minha mão. Seus dedos eram gelados e pequenos. Seu toque era aterrador.

- Que pena. Estou cansada agora. Mas vou mandar um dos meus brinquedos ir te pegar em casa depois. Acho que vou mandar o Oripon. Ele pode ser malvado e feio às vezes. Mas ele é divertido!

Enquanto falava, seu rosto manteve um sorriso melancólico, mas ao final da frase, ela realmente pareceu achar algo divertido.

Seus pequenos pés se moveram, e em um piscar de olhos ela não estava mais na sala. Mas sua presença ainda era forte. Minha cabeça estava latejando.

Peguei minha bolsa com pressa e corri até a saída. Fui até a área das bicicletas e quando cheguei lá, Tenchi estava sentado perto da minha caloi roxa.

- Você demorou!

Ele parecia bravo.

- Lily esteve aqui. Ela disse que vai mandar alguém pra me levar até ela. Um tal de Oripon.

-O que? Como você consegue uma coisa assim estando tão calma?!

Eu levantei meu olhar pra ele. Era verdade. Eu não estava com medo. Só com dor de cabeça.

- Vamos embora! Você está esquisita hoje!

Minha cabeça doía. Doía muito!

-Mi-Minha cabeça… Dói…

- O que?!

Eu não disse mais nada. Tudo que vi foram as coisas ao meu redor rodando, e senti meu corpo ceder. Eu estava no chão. E então não vi mais nada.

Hurricane - 30 Seconds to Mars

No matter how many times that you told me you wanted to leave
No matter how many breaths that you took
You still couldn’t breathe
No matter how many nights that you’d lie
Wide awake to the sounds of poison rain

Where did you go?
Where did you go?
Where did you go…?

As days go by the night’s on fire

Tell me would you kill to save a life?
Tell me would you kill to prove you’re right?
Crash, crash, burn, let it all burn
This hurricane’s chasing us all underground

No matter how many deaths that I die, I will never forget
No matter how many lives that I live, I will never regret
There’s a fire inside, of this heart
And a riot, about to explode into flames

Where is your God?
Where is your God?
Where is your God…?

Do you really want?
Do you really want me?
Do you really want me dead or alive
To torture for my sins

Do you really want?
Do you really want me?
Do you really want me dead or alive
To live a lie

Tell me would you kill to save a life?
Tell me would you kill to prove you’re right?
Crash, crash, burn, let it all burn,
This hurricane’s chasing us all underground

The promises we made were not enough
The prayers that we had prayed were like a drug
The secrets that we sold were never known

The love we had, the love we had
We had to let it go

Tell me would you kill to save a life
Tell me would you kill to prove your’re right
Crash crash, burn, let it all burn
This hurricane chasing us all underground

Oh oh woah, this hurricane
Oh oh woah, this hurricane
Oh oh woah, this hurricane
Oh oh woah…

Do you really want?
Do you really want me?
Do you really want me dead or alive
To torture for my sins

Do you really want?
Do you really want me?
Do you really want me dead or alive
To live a lie

Nada

No som da minha música, 

tento mostrar o que eu sinto,

Quero cantar o que não posso dizer.

Quero expressar antes de eu esquecer..

Meus sentimentos reprimidos,

que agora querem sair.

Antes de me manchar

eu preciso deixar isso ir.

Talvez se eu tivesse mais coragem,

Se antes de fujir tivesse te dito.

Talvez essa farsa em que vivo não existisse.

Mas agora é tarde, quando me virei você já tinha ido.

Meus sentimentos reprimidos,

que agora querem sair.

Antes de me manchar

eu preciso deixar isso ir.

Nada que eu faça agora vai mudar,

Nada que eu diga te trará

pro meu lado.

Maldito fardo, é esse sentimento

Esse bicho entalado na garganta

Não engulo, não vomito

Não aguento esse sofrimento.

Meus sentimentos reprimidos,

que agora querem sair.

Antes de me manchar

eu preciso deixar isso ir.

Me deixa ir, me deixa sair;

endyds:

 O maior dom do ser humano é a IMAGINAÇÃO… Poder sonhar, viajar em idéias, criar um mundo onde você é o rei, ou simplesmente escolher seu futuro, imaginar como ele vai ser…
 Há pessoas que tem esse dom, mas não sabem desenvolve-lo, elas tem a tristeza de não poder sonhar, ficam decepcionadas e tristes, mas logo esquecem, pois sabem que o mundo é simples, não há magia.
 Há também pessoas que desenvolvem demais esse dom. Pessoas que criam expectativas, esperanças, pessoas que acreditam que tudo é fácil, assim como em um sonho. Mas a queda é grande, machuca, despedaça… A pessoa simplesmente diz que não vai mais se prender a sonhos inúteis… Mas isso não dura…
 O que você é? Sonhador ou cético? 
 Eu sonho, me machuco, mas nunca, nunca mesmo quero esquecer meus sonhos… Eles são as minhas esperanças…

endyds:

O maior dom do ser humano é a IMAGINAÇÃO… Poder sonhar, viajar em idéias, criar um mundo onde você é o rei, ou simplesmente escolher seu futuro, imaginar como ele vai ser…

Há pessoas que tem esse dom, mas não sabem desenvolve-lo, elas tem a tristeza de não poder sonhar, ficam decepcionadas e tristes, mas logo esquecem, pois sabem que o mundo é simples, não há magia.

Há também pessoas que desenvolvem demais esse dom. Pessoas que criam expectativas, esperanças, pessoas que acreditam que tudo é fácil, assim como em um sonho. Mas a queda é grande, machuca, despedaça… A pessoa simplesmente diz que não vai mais se prender a sonhos inúteis… Mas isso não dura…

O que você é? Sonhador ou cético? 

Eu sonho, me machuco, mas nunca, nunca mesmo quero esquecer meus sonhos… Eles são as minhas esperanças…

Reblogado de endyds

NEW WORLD

CAPITULO I: Problemas e Evolução

Era o ano de 2045, eu ainda não era nascida, então não tenho memórias dessa época. Só irei relatar aquilo que me disseram, um resumo do relato de minha mentora.

                Nosso planeta foi assolado pelo medo, quando os humanos entenderam um pouco sobre a teoria de Darwin neles mesmos. A poluição trouxe ao planeta uma seca muito grande, a terra não produzia mais coisas que seriam comestíveis, e água foi contaminada pela radiação.

                A grande exposição de radiação continua, tanto do sol, como nos alimentos e bebidas, trouxe a evolução, ou o terror para a nossa raça.

                Pense em super-heróis, sim aquele dos quadrinhos que você sempre achou que não passavam de criações de homens que queriam entreter a mente de crianças. Como um amigo meu me disse uma vez, o homem gosta de escrever sua história antecipadamente em livros e filmes criados para entretenimento dos incrédulos.

                Minha história começa ali, no ano de 2018, quando dois irmãos gêmeos nasceram em uma família rica e importante. Eles tinham aparências físicas parecidas, mas pensavam completamente diferente um do outro.

                Enquanto um cresceu e estudou tentando ajudar o planeta e a humanidade contra os problemas, o outro ajudou a desencadear toda uma sequência de fatos que derrubou tudo aquilo que a humanidade conhecia.

                Depois de enganar o irmã Luka, Silverio se tornou o primeiro ser humano a evoluir, ganhando poderes extraordinários, que o fizeram dominador do mundo. Sem saber ele, que seu irmão Luka também tinha evoluído, ambos se tornaram aquilo que na mitologia, nós conhecíamos como Vampires.

                Com o tempo a grande exposição de raios gama fez com que aos poucos todos os humanos mudassem, e as crianças já nasciam diferentes. Com medo de ter seu trono tomado por um novo poder, Silvério trancafio os melhores que encontrou, a procura de uma forma de sugar as novas habilidades.

                Com a humanidade em caos, e o planeta se decaindo cada vez mais, Luka tentou de tudo para parar o irmão e salvou o maior número de pessoas que conseguiu, todas essas pessoas, hoje moram em suas propriedades, e o mundo se dividiu em dois, os homens de Silvério, e o país livre, protegido por Luka.

                Não se sabe se é porque foram os primeiros, mas os dois irmãos tem forças para destruir a humanidade, ao menos foi o que me disseram.

                Bom, acho que é hora de me apresentar.

                Muito prazer eu sou Aika. Eu nasci bem depois dos acontecimentos narrados acima. Para ser exata, eu nasci 123 anos depois do começo de tudo.

                No mundo em que eu vivo, se você não evolui, você é extinto.

                Eu não conheci meus pais, Silvério os matou para me tirar deles, parece que ele tinha expectativas em mim. Expectativas que não foram cumpridas, já que minha mentora Maria, que trabalhava para Silvério, fugiu dele, e me trouxe com ela, quando eu tinha apenas 7 anos. Eu não tenho memórias de nada antes disso.

                Parece que Silvério me queria porque sou um tipo “raro”, tenho sangue de um tipo Vampiro, ou seja, tenho poderes psíquicos, baseados no tanto de sangue que bebo. E também tenho o sangue de uma mariposa, um tipo venenoso, e que tem asas.

                Eu fui treinada nas artes assassinas que Maria conhecia, ela me ensinou tudo que sei agora. Eu não controlo o meu lado vampiro, já que nunca bebi sangue humano, então tento me virar apenas com meu veneno e as habilidades que Maria me ensinou. Mas naquele dia, só isso não foi suficiente…

                Eu tinha acabado de fazer 16 anos, e tinha saído sozinha da comunidade para ir buscar uma encomenda para Maria. Era longe, eu tive que atravessar todo o deserto de Kakoa, um lugar que um dia já foi chamado de Chile.

                Eu tinha saído da cidade com a minha moto, mas tive alguns probleminhas.

                - Ei garota! Não me olhe com esse olhar feio! Você é tão lindinha! HAHAHA!

                O barulho das risadas dos três ladrões do deserto ecoaram na minha cabeça. Como eu pude ser tão descuidada para ser pega por eles? Ah sim… Um deles é psíquico, e eu não tenho chance alguma contra um desse tipo.

                - Amarrem ela e vamos! Quero parar no bar do Mika, talvez ele compre alguma coisa, ou melhor, talvez ele queira alugar um noite com essa “gracinha”!

                O homem de vestes azuis e extravagantes me olhou como se eu fosse a única mulher na terra. Meu estômago embrulhou com nojo.

                Depois de me amarrarem e jogarem na caçamba de uma velha camionete, eles partiram em alta velocidade até o pequeno bar do homem chamado Mika. Ele era um gordo fedorento de dentes amarelos, e no seu bar não tinha mais que cachaça velha e pão duro para oferecer.

                Eu já estava pra alcançar meu limite, e vomitar o lagarto que eu tinha comido naquela manhã, quando ele entrou pela porta do barraco velho que chamavam de bar.

                Seus olhos eram vermelhos como sangue, e seus cabelos tão prateados que brilhavam na baixa luz do cômodo. Ele vestia roupas pesadas, tudo preto, assim como o casaco que era parecido com o meu, mas bem mais bonito, de couro. Ela parecia ter dinheiro. Suas roupas eram novas. E apesar do sol do deserto ser escaldantes, eram bem quentes. Ele também levava um tubo enorme, mas fino nas costas. Parecia ser para levar documentos, ou algo do tipo.

                Eu fiquei analisando aquela figura curiosa por uns instantes. Até que o idiota de roupas de palhaço se atreveu a me dar um tapa no rosto, porque eu estava distraída demais para responder sua pergunta. Meu sangue ferveu, e então comecei a lançar meu veneno inconscientemente.

                Nervoso com isso o palhaço me deu um soco na barriga, e eu comecei a cuspir meu sangue. Minha cabeça já estava rodando, e o infeliz gritava no meu ouvido. Tudo que eu fazia era devolver um olhar o desafiando. Eu morreria, mas morreria sem abaixar a cabeça.

                - Sua pirralha nojenta! Ainda se atreve a me olhar assim? Vou te matar! Mas antes vou me divertir um pouco com esse corpinho mole…

                Seu rosto ficou tão perto do meu que eu pude sentir o cheiro do seu hálito podre. Instintivamente eu juntei saliva, e sangue, e cuspi no seu rosto. O soco veio mais forte que anterior. Enquanto eu ainda tossia sangue o ladrão rasgou minha camisa, me deixando com a roupa intima a mostra.

                Eu estava me contorcendo, enquanto um dos outros idiotas me segurava com um corda. Eu estava com vergonha. Eles iam me molestar ali mesmo? Na frente do gordo dono do bar e do homem misterioso?

                Eu varri desesperada meu olhar pelo lugar, e parei meus olhos nos do estranho. Eu não sei se foi por pena, ou se ele era um “herói”, só sei que ele levantou devagar do lugar onde tinha ficado, e veio até onde os imbecis e eu estavam.

                - Não é certo tratar uma garota dessa forma.

                Sua voz era sedosa e cálida. Um pouco mais aliviada, eu me concentrei em tentar me soltar enquanto os outros se distraiam.

                Digamos que meu veneno fosse forte, mas não o suficiente. Eu me acalmei e soltei um pouco sobre as cordas, que logo começaram a ceder. Atrás de mim o grandalhão que segurava minha corda estava distraído com o estranho que veio acabar com a festa. Eu fiquei aguardando o melhor momento pra me soltar.

                - Quem você pensa que é seu branquelo magrelo?

                - Eu não penso nada que você possa entender com sua mente pequena. Então, por favor, você poderia soltar a pequena?

                Ele disse isso com um sorriso educado no rosto. Mas seus olhos pediam que o favor não fosse cedido, e ele tivesse um pouco de diversão.

                - Você pensa que só porque é um vampiro vai me assustar seu magricela? Tako! Venha aqui e ensine a esse imbecil quem manda nessa porra de lugar!

                O grandalhão que estava encostado na caminhonete, e que foi quem me pegou, o psíquico, apareceu e foi direto pra cima do estranho. Mas ele era mais rápido e ágil, e conseguiu rapidamente se livrar do Tako, e deixa-lo caído.

                Institivamente, o grandalhão que estava atrás de mim soltou a corda e estava indo em direção ao estranho, quando eu me soltei e soquei o seu rosto. Sem reação e assustado por me ver solta das amarras ele voou em cima de mim. Mas agora que eu não tinha que me preocupar com o psíquico, eu envolvi minha mão com meu veneno corrosivo e o soquei na boca do estômago.

                O palhaço de azul viu seus dois homens caídos e sacou um conjunto de facas da roupa. Desesperadamente lançando-as contra mim e o estranho pálido. Infelizmente, mesmo que desesperado, sua mira estava ótima. O estranho estava bem, desviando de todas, mas eu não tive essa sorte.

                Sem ver que eu tinha sido atingida no lado esquerdo da barriga, o vampiro usou um pouco de seus poderes psíquicos e fez o outro se ajoelhar. Chegando perto ele pegou um das faquinhas na mão do ladrão e o encarou por uns instantes.

                - Eu pedi educadamente que você a soltasse. Mas você não quis me ouvir… Me desculpe, mas… Descanse em paz!

                Dizendo isso ele fincou a faca no coração do homem e o deixou cair. Depois fechou seus olhos e o colocou na caminhonete. Foi só depois de colocar os três corpos no carro que ele me viu sangrar, com a faca ainda presa no meu corpo. Ele me olhou repreensivo. Chegou perto e inalou o cheiro do meu sangue. Isso me preocupou, já que sua expressão ficou mais séria.

                - Você é mestiça – Ele disse isso se ajoelhando ao meu lado.

                - Si-sim.. – Minha voz estava rouca e fraca.

                - Entendo… Aqui, beba! Meu sangue vai te ajudar a se curar mais rápido!

                - Eu… Eu não bebo sangue! E prefiro morrer a beber!

                Irritado com minhas palavras ele me encarou por uns instantes pensando no que fazer.

                - Você tem certeza? Se não beber, você pode morrer.

                - Eu tenho certeza! Não quero ser dependente do sangue humano pro resto da minha vida!

                - Entendo… Você é vegetariana!

                Pude ver no seu rosto um sorrisinho malicioso. Eu o encarei meio confusa.

                - Tudo bem, medidas desesperadas para situações desesperadas!

                Depois de dizer isso ele arregaçou a própria manga, e mordeu uma das veias do seu pulso. Quando eu vi ele juntando o sangue na boca, entendi o que ele ia fazer. Eu tentei me mexer dali, mas a dor era muito cortante, e a falta de sangue estava me deixando tonta.

                Ele segurou meu braço esquerdo com a mão livre e forçou meu corpo pra perto. Depois soltou o pulso e me encarou por dois segundos, que para mim pareceram duas horas. Eu fechei meus olhos e forcei meus lábios um contra o outro, mas ele era mais forte. Com os próprios lábios ele abriu minha boca e empurrou o seu sangue pra mim. Se aproveitando da situação, ele me puxou mais perto e buscou minha língua. Eu estava vermelha, já que aquilo era novo pra mim. Brincando comigo ele beijou meu lábio superior e deu uma mordida de leve no inferior.

                Sem ter mais noção dos meus próprios movimentos, eu aceitei seu pulso quando ele ofereceu novamente. Finquei minhas presas, que sempre tive, mas era a primeira vez que de fato usava em seu pulso, e chupei seu sangue rápida e desorientada.

                Alguns minutos se passaram, e eu não tinha mais ferida, só uma camisa rasgada e suja. Minha cabeça rodava, como se eu estivesse bêbada pela primeira vez. Ele me pegou no colo e me levou até a sua moto. Não sei como mas ele me amarrou a ele e me levou pra outro lugar. Não ouvi mais nada, minha mente apagou.

                Quando acordei estava deitada em um colchonete e coberta por uma manta. Ambos tinham um cheiro bom e familiar. Quando olhei em volta eu vi ele de costas pra mim. Estava encarando as estrelas. Acho que estava as contado.

                - Obrigada.

                Ele se virou pra mim com um olhar travesso e um sorriso maroto.

                - Não pense que foi de graça!

                Eu estava confusa.

                - Eu vou cobrar meu pagamento, mas só depois que você estiver forte e saudável! Tem umas frutas e pão com queijo ao seu lado. Coma.

                Ele se virou de novo para as estrelas. Eu me virei e comi as frutas e o pão.

                Só depois de comer foi que eu percebi que não estava vestindo minhas próprias roupas. Mas sim as dele. Ou pareciam ser dele. Eram meio folgadas em mim, mas quentes e confortáveis. E para minha surpresa, minhas roupas intimas também não estavam lá.

                Quando eu fiquei vermelha e juntei meus braços sobre o meu corpo, ele se virou pra mim de novo, como se lesse minha mente.

                - Não precisa ser tímida. Afinal, eu sou médico, eu só estava cuidando de você!

                Eu abaixei a cabeça com vergonha, mas pude ver quando ele se levantou e se sentou ao meu lado.

                - Você já comeu?

                - Sim…

                - Se sente melhor? Com dor?

                - Estou bem.

                - Que bom! Por que eu não estou bem, e preciso do meu pagamento agora…

                Sua voz era baixa, mas firme. Eu não entendi o que ele disse, mas me virei pra ele com olhos confusos.

                - O que você quer?

                Ele sorriu pra mim calorosamente. Levantou seus dedos até meus cabelos castanhos e soltos e terminou acariciando minhas bochechas.

                - Eu te dei do meu sangue. E agora, preciso do seu. Não é como se eu só quisesse por prazer. É só pela necessidade! Eu sou um vampiro completo, e depois que perco sangue, preciso repô-lo!

                A compreensão chegou até mim. Claro, ele é um vampiro afinal. Eu desviei o olhar do dele, e depois lhe estendi minha mão. Ele sorriu de volta, mas em vez de morder meu pulso, ele me puxou contra o seu corpo novamente.

                Eu não entendia o porquê daquilo. Mas não era ruim, pelo contrário! Seus lábios eram macios, e seu beijo era quente. Uma de suas mãos estava em minha cintura, me prendendo ao lado dele. Ele era incrivelmente forte. A outra estava em meus cabelos. Acariciando minha orelha e pousando em meu pescoço.

                Ele diminuiu o ritmo do beijo, e depois levantou levemente os lábios dos meus, encostando a sua testa na minha. Só depois de começar a respirar pesado, entendi que ele pausou pra que eu pudesse respirar.

                Eu ainda estava ofegante quando ele resolveu passar sua língua pela minha garganta, passeando pelas minhas veias.

                - Seu cheiro é tão doce… Sua pele tão fina… Vou ter de ser cuidadoso.

                Sua voz era incrivelmente sensual. Eu estava para dar meu sangue a ele, mas pra mim, a atmosfera era outra, era como se nós estivéssemos realizando as preliminares.

                Meu corpo já não tinha tensão e eu não conseguia pensar direito. Foi nesse momento que eu senti as suas presas vagando pela minha pele. Como se escolhendo o melhor lugar para serem fincadas. Após encontrar uma de minhas veias, ele mordeu meu pescoço.

                A dor era grande, mas excitante. Será que essa era sensação certa pro momento? Sem hesitar sugou meu sangue rapidamente, mas sem me causar dores extras. Minhas mãos estavam apertando as mangas de seu casaco.

                Ele parecia ter gostado, já que não deixava nenhuma gota cair. E quando uma tentou escapar, rolando pelo botão aberto da camisa que eu vestia, parando entre meus seios, ele estancou o sangue em meu pescoço e me encarou com os olhos brincalhões e brilhantes. Eu estava ofegante quando ele abriu o segundo botão da minha camisa. Minha cabeça estava pendida para trás, e ele passou a língua onde a gota tinha parado e refez todo o caminho de volta até o meu pescoço.

                Minha pele estava arrepiada e eu não conseguia pensar direito. Após terminar sua “refeição” ele deitou minha cabeça no seu colo, e esperou que eu me recuperasse brincando com os meus cachos. Soltando apenas uma frase aqui e outra ali.

                - Seu cabelo é muito bonito.

                - Obrigada.

                Já recuperada, eu levantei a cabeça e olhei pra ele, que me devolveu o olhar curioso.

                - Quem é você? – Me ouvindo ele sorriu marotamente.

                - Eu sou um médico! E é tudo que posso te dizer!

                Eu me afastei dele e o encarei perplexa.

                - Por que?

                - Simples, eu não confio em você.

                Mais perplexa ainda, eu fiquei boquiaberta. Mas sem resposta abaixei minha cabeça.

                - Meu nome é Aika. Eu sou de Caronte nas terras de Luka. Obrigada por me ajudar e me salvar daqueles porcos.

                Ele sorriu de novo, mas sem mostrar os dentes. Ele não me respondeu. Rapidamente ele deitou no colchonete, e puxou junto, deixando minha cabeça sobre o peito dele e passando seu braço sobre meu corpo. Acariciando minha cabeça até o momento em que eu dormi.

                No dia seguinte ele não estava mais ao meu lado. Mas sim em pé, arrumando as coisas para partimos.

                - Coma, eu vou te levar para o rio em frente Caronte, de lá você estará segura para ir sozinha. Eu não posso ir com você mais que isso.

                - Ah… Tudo bem…

                Eu não escondi minha cara de desapontamento, e ele viu bem como eu fiquei.

                - Eu não posso ir com você, só te ajudei porque não conseguiria dormir se não o fizesse, não quer dizer que eu esteja ligado a você ou algo do tipo.

                Essa resposta me deixou boquiaberta, e muito irritada. Ele não precisava falar assim!

                - Eu não pedi pra que viesse comigo! Eu não QUERO que você venha comigo!

                Irritada pra ver ou ouvir sua reação, eu procurei pelas minhas coisas e me preparei para ir, mesmo sem tomar café da manhã. Mas antes que eu pudesse ir ele me segurou pelo pulso e quando me virei, ele tinha uma expressão grave no rosto.

                - Eu disse pra você comer, e que eu vou te levar. Não me faça repetir. Eu sei ser bom, mas sou muito melhor em ser mal!

                Sem reação e com o orgulho ferido eu me sentei e comi. Logo depois eu fui obrigada a subir na sua moto e ir até o rio em frente a Caronte segurando em sua cintura.

                - Eu vou te deixar aqui. Pegue um pouco de água e vá.

                Eu desci da moto sem dizer nada, peguei meu cantil e enxi de água. Joguei a mochila nas costas e me virei pra ele.

                - Adeus. – Minha voz foi forte mas rouca.

                - Até mais!

                Dizendo isso ele me deu um tchauzinho e foi embora. Eu sai pela estrada e cheguei em Caronte no fim da tarde. Depois daquele dia, eu não vi mais o estranho sem nome.

O CONTO DE IORAN: PRÓLOGO

Prólogo

            Quando eu era pequena, o mundo que conhecíamos sofreu um grande colapso, uma substância química foi solta na atmosfera, alguns dizem que foi o ar poluído que evoluiu, outros dizem que foi a própria Mãe Natureza! Porém, independente de como começou, o que importa, é que a substância quando inalada pelo ser humano, lhe causava uma febre, a febre não era mortal, as consequências vinham depois da febre. Quando você se recuperava, você ganhava habilidades, habilidades como as dos quadrinhos, como um herói com superpoderes!

            Infelizmente, o ser humano é uma espécie nojenta, que não soube lidar com a nova “benção”, tornando-a em um desastre de escala mundial!

            Depois de guerras evoluídas, com súper-soldados, mais perigosos e devastadores que uma bomba atômica, o medo tomava os civis, pois haviam alguns que não adquiriram os novos poderes. A humanidade foi dividida em duas raças: Os THE’s – The Humans Evolved (Os Humanos Evoluidos) -, e os Normal’s – Humanos sem poderes.

            O mundo se destruiu, e a guerra entre THE’s e os Normal’s ficou conhecida como The War Animals (A Guerra de Animais). Durante 10 anos humanos se mataram, cada um pelo seu motivo, poder político, ou a loucura de querer dominar o mundo.

            Meus pais eram Normal’s, mas eu fui classificada ainda pequena como uma THE. Sem saber o que fazer, meus pais me esconderam e fingiram minha morte, mas não foi o suficiente! Por estarem em distrito Narmal, crianças ou adultos como eu, que acabavam adoecendo, deveriam ser mortos.

            Meu pai, insatisfeito com isso, me salvou antes que pudessem me matar, mas ele ou minha mãe não puderam vir comigo, foram mortos me protegendo! Depois de vagar dias sozinha e sem comida pela terra vazia, eu encontrei ele.

            Ele era mais velho que eu, eu tinha 10 anos, e ele 17, mas ele entendia minha situação, algo parecido havia ocorrido com ele. Seu nome? Eu não lembro! Mas ainda lembro de sua aparência. Seus olhos e cabelos que mudaram pela doença, tinham uma cor pálida e sem vida, mas brilhavam com uma sagacidade incrível.

            Eu passei os meus piores dias de novata com ele, mas ele me ensinou a controlar minhas habilidades, me ensinou tão bem, que sou conhecida como a melhor!

            Viajamos juntos por 2 anos, até que um dia ele desapareceu.

            Logo depois me juntei ao grupo do Satalin, com quem estou até hoje. Nós criamos uma pequena aldeia, que não distingue você entre THE ou Normal, você é simplesmente você.

            Satalin tem seus amigos, Jyoran e Carlos para o defender das confusões, e também há a Sarah, sua irmã.

            Mas quando as coisas ficam mais complicadas ou difíceis de se resolver, ele chama a mim!

            Quem eu sou? Meu nome é Ioran, também conhecida como “O Anjo da Morte”!

O CONTO DE IORAN: CAPITULO 01

Capitulo 01

                “Hoje é uma segunda feira normal e tediante como qualquer outra!”, isso foi o que eu pensei ao sair de casa esta manhã! Mas talvez eu posso estar errada! Aliás, eu estou errada! Afinal, não é da minha rotina estar no meio de um “duelo” com um Normal no meio da vila!

            Como eu cheguei aqui mesmo? Vamos ver… Eu levantei as três da manhã, comi um pedaço de bolo que eu fiz ontem à tarde (sim, eu asso bolos, alguma coisa contra?), depois eu tomei um banho e sai pra fazer minha ronda! Ronda feita, eu fui almoçar, depois eu deitei na rede com um livro, e acabei dormindo. Quando acordei eu vim até o bar do Carl’s, e aqui, fora os clientes habituais estava esse forasteiro! Sim! Foi assim que me meti nisso! Ele entrou em uma briga com dois homens do Carlos porque eles estavam incomodando duas das garotas do Carl, mas por que ele se meteu? É normal aqueles idiotas se meterem com as meninas todos os dias! Ok, eu também acho eles nojentos! Mas quem se importa?

            E ai pra completar os idiotas perderam e fizeram a maior confusão! Agora, pra arrumar as coisas, e tenho que enfiar esse imbecil na cadeia, junto com os outros dois nojentos! Já que eles acabaram com meu sakê durante a briguinha deles!

            Sim… Foi isso que aconteceu…

            - Bom, vamos lá! Eu vou vingar meu sakê seu estrangeiro idiota!

            Eu acho que estou meio bêbada, quanto eu bebi mesmo? Aliás… Que horas são?

            - Olha garota, eu não sei por que você está querendo brigar comigo, mas eu não vou brincar com você hoje! Eu já dei uma lição nos dois idiotas que me provocaram, agora eu tenho que ir!

            - O que? – É, eu estou mesmo bêbado! – Quem você pensa que é, pra entrar na minha cidade, bater nos meus subordinados, derramar meu precioso sakê e achar que vai sair sem um chute na bunda?

            - Senhora Ioran! Deixa isso pra la! Não vale a pena! E a senhora está bêbada!

            Eu encarei o velho Carl com um beiço enorme, eu quero bater em alguém, e o idiota de sobretudo preto e katana nas costas me pareceu muito bom como bode-expiatório!

            - Não se intrometa Carl! Eu não vou fazer muito! No máximo eu uso minhas mão pra acabar com esse imbecil!

            - Mas senhora!

            - Mas nada! Sai da frente!

            Dizendo isso eu empurrei o velho Carl e pulei no forasteiro com o punho fechado. Meu salto foi rápido e preciso, mas o pentelho me escapou!

            - Volte aqui seu bastardo! Você vai dormir na prisão hoje!

            - Ioran? Esse é seu nome? Eu não quero encrencas com mulheres, muito menos com uma que está bêbada!

            Isso é a gota d’agua! Como ele ousa me menosprezar?

            -AAAARGH! EU VOU TE MATAR NOJENTO! ESTÁ DIZENDO QUE POR EU SOU MULHER SOU MAIS FRACA?

            Quando eu finalmente o alcancei depois de alguns socos no ar, Carlos apareceu e segurou minha mão. Quando eu olho pra cima para encara-lo, vejo que ele não está nada feliz com o ocorrido.

            - O que você está fazendo Ioran? Quer destruir nossa pequena comunidade, que demoramos anos construindo, pelo seu prazer? Se não sabe beber, não beba! Sua parva idiota!

            - Carlooooos! Meu amigo Carlos!

            O que? Eu acabei de agir como uma menina na frente do Carlos? Por que não consigo controlar mais meu corpo? Estou tão bêbada assim?

            - Vamos, eu cuido de tudo! Zein, cuide da Ioran! E você forateiro! Vem comigo para explicar exatamente o que aconteceu!

            - Ele derramou meu sakê! Isso que aconteceu!

            Carlos olhou de volta pra mim com seus olhos amarelos se tornando laranja de tanta raiva! Merda! Ele vai fazer o Stalin me dar bronca!

            - Eu não sei do que você está falando mocinha! E eu não vou com ninguém! Vou pegar as minha coisas e ir embora! Já não tenho mais tempo para ficar aqui!

            - Ou você vem por bem, ou por mal! Eu não estou bêbado como a idiota ali do lado! Então venha!

            Nossa! O Carlos está bem bravo! Huhuhuhu

            - Carlruuus! Eu acabo com ele! Eu posso so…

            EH? Minha mente está apagando! Que merda! Já estou tão mal?

CURIOSIDADES: Pitagóricos e suas “Irracionalidades”

      Enquanto eu estava estudando ou pelo menos tentando, eu vi no meu livro de matemática algo muito interessante! Me deu até medo! Sério! kkkk

      Sabe aqueles números muito chatos que sempre atrapalha você enquanto você está fazendo uma conta? Um exemplo? \pi (Pi), que tem um número extenso de casas depois da “virgula” ou “ponto” (3,1415926…), o que o transforma em um número irracional!

      Porém, lá na época do tio Pitágoras e seus cãezinhos pitagóricos, eles acreditavam que “TUDO É NÚMERO”, mas para eles, números estavam dentro, somente, dos números racionais! Os outros, não eram números! #MAQUECOSA!!

      Ai um dia chegaram pro desinformado ignorante tio Pitágoras, e perguntaram o que fazer com o número obtido com o resultado da Raiz Quadrada de dois! Com o rabo entre as pernas a confusão armada, uma grande bagunça religiosa, o tio Pitágoras decidiu não divulgar sobre os números irracionais, para que o “TUDO É NÚMERO” não caísse! Dessa forma, era PROIBIDO que falassem sobre isso!

      O que mais me assustou na história, foi que o que o aconteceu com o Hipaso! Ele não aguentou o babado e espalhou a fofoca!!! Mas ai mataram ele!!! Acreditam!!! Mataram ele!!! 

      E por culpa desse papo “religioso” os números irracionais só foram levados ao ar novamente no fim do século XIX, quando o matemático George Cantor (1845 - 1918) o fundamentou adequadamente!

      

      Mas ai, quem diria, a matemática matou alguém! Mas me diz ai? Motivo meio louco pra matar o tadinho do Hipaso!! 

Oppa!!

Olá! Quem é você? Quem eu sou?
Você já parou pra pensar nisso?

Quem você REALMENTE é?
O que você quer?
O que você já fez?
Como você fez?
O que você conquistou?
O que você quer conquistar?

É isso ai! Quem é você e que leyado você vai deixar?

Pense nisto!

Virei tradutora mirin *-*

Boa noite *-*

Olha só gente! Agora eu traduzo mangás com as minhas amigas Rena-chan e Misa-chan! Estamos super animadas e sem perder tempo! 

O projeto que eu tenho trabalhado é o Yume Miru Taiyou, que conta uma história super fofa e engraçada! Vale a pena conferir viu?

Mas se você já ouviu falar de The One e não sabe onde achar ele em português, o Baka Suki nome do nosso fansub também está traduzindo ele!! E também temos o Kami-sama Hajimemashita - que é bem conhecido e super lindo *-*

Se você lê shoujo, ou não, dê uma passadinha por lá! Vai valer a pena!!

E para os curiosos, o meu novo theme, é baseado no mangá koreano Noblesse! É sobre Vampiros, mas também não é! Só lendo pra entender! É super engraçado e com muitas cenas de ação muito bem feitas!!! *-*

Ninguém se importa!

"Brincar de ser adulta pode parecer simples, mas quando você realmente tem que crescer, tudo fica mais difícil. Até mesmo andar de bicicleta, no início há rodinhas, e também é permitido cair, mas no final, você pode até guiar o guidom sem nenhuma das mãos o segurando.

                Infelizmente, diferente das bicicletas, a vida é mais complicada, se você cai uma vez, as pessoas não se importam e continuam a vida delas, mesmo que para isso tenham que pisar em você, que ainda está caído ao chão.

                Essas foram as conclusões que tirei após os fatos que ocorrerão em minha vida, eu era uma menina em um dia, no outro, era uma mulher.

                Se interessou? Então você passa por algo parecido, não se interessou? Relaxe, ninguém se interessa por você também! Foi isso que aprendi nesses últimos dias!”

Sons

Na calada da noite,
No som do vento e no canto da coruja;

Sempre que escuto os sons
minha mente me leva,
Me leva à lugares;
Lugares onde nunca estive
Lugares onde nunca estarei.

Meus olhos se fecham
Minha mente se abre
Meu coração se expande
E meus sentidos se aguçam
Na vontade de respirar os ares desconhecidos.

Não quero me iludir
Mas já é tarde de mais
Já sinto a tristeza e a saudade
Dos lugares que nunca fui
Dos sentimentos que nunca senti!

Meu corpo se move ao abismo
Ao abismo eu me dirijo.

A tristeza e a saudade
Minha sanidade afetam
Meu corpo pertence à outros
Não mais à mim
Mas ao desespero.

Novamente a coruja canta
As folhas se mexem
E meu coração se quebra sem conserto.

Adeus sentimentos que reprimi
Adeus sentimentos que mostrei
Pois este eu não mais existirá
O mundo em que estou já não me quer.

Olá sonhos que me iludem…
Olá sons…
Me levem pois já não voltarei…

By Brenda Hollanda